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01/01/16

Escova Progressiva

De repente, cabelos que entravam nos salões de beleza encaracolados, cacheados – ou, até mesmo, “sem definição” –, deles saíam completamente lisos, aparentemente sedosos e brilhantes. E, em se tratando de um assunto pelo qual o público feminino – principalmente – tem um interesse mais que legítimo, não havia “indiferença” nem “discrição” que levassem a curiosidade a se fazer de rogada: ante um “antes” e um “depois” tão diferentes, as adeptas à novidade eram bombardeadas por perguntas advindas das novas interessadas, querendo saber qual o “milagre” realizado naquele cabelo, se este se tratava ou não de um feito definitivo, quanto custara, qual o local onde fora feito, etc.

Em pouco tempo, a moda dos cabelos cedia ao alisamento em massa, e a escova progressiva se tornara um grande fenomeno. Bastava fazer a primeira progressiva para constatar que, alem da questao estética, desfrutava-se também a facilidade quanto a arrumar os cabelos no dia a dia, sem dificuldades para desembaracar/pentear os fios, sem a necessidade de enchê-los de cremes, musses ou géis, etc.

Com tantos beneficios praticos, o alcance da divulgação acerca da progressiva foi ficando cada vez maior; sua oferta chegou também aos pequenos salões de bairros, onde o valor cobrado pelo alisamento era menor – se comparado aos médios e grandes centros de estética. Isto, por sua vez, facilitou a adesão de inumeras mulheres que, de outro modo, encontrariam muitas dificuldades financeiras para experimentar a tal novidade. E, nesta verdadeira febre da progressiva, as clientes deixaram de se lançar uma questão cuja importância ia (vai) além da beleza ou da despesa para realizá-la: “cabelos lisos, bonitos e práticos”, mas a que custo?…

Da febre aos graves problemas de saúde – o uso do formol

Sempre vale lembrar que, de acordo com a Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), a quantidade de formol que pode ser aplicada em cosméticos – xampus e condicionadores, por exemplo – é de 0,2%. Porém, nesta porcentagem permitida, a utilização do formol não é capaz de obter como resultado o alisamento das madeixas. Assim, os produtos utilizados nas progressivas estão em conformidade com o quê?…

Foi entao que, ainda sob a euforia da descoberta de uma tecnica tão poderosa para alisar os cabelos, aos poucos surgiram as noticias acerca dos males causados pela progressiva em decorrência da aplicacão do seu principal produto – o formol.

Na grande mídia, casos graves acabaram sendo divulgados e com certa frequência. As reportagens apresentavam os depoimentos de mulheres cujos cabelos caíram, que se intoxicaram ao respirar os vapores liberados pela substância, ou com o couro cabeludo queimado. Matérias especiais foram elaboradas por jornais e revistas eletronicas no proposito de esclarecer a população interessada, sem contar todos os outros meios de comunicação por intermédio dos quais os alertas se propagaram, chegando a ser publicada a resolução que proíbe a comercialização do formol em estabelecimentos como drogarias, farmacias, supermercados, empórios, lojas de conveniências e drugstores.

De acordo com a ANVISA[1], além de causar a queda dos cabelos, as reações do uso do formol podem ser:

em contato com a pele, tóxica: causa irritação à pele, com vermelhidão, dor e queimaduras;
em contato com os olhos: causa irritação, vermelhidão, dor, lacrimação e visão embaçada. Altas concentrações de formol causam danos irreversíveis;
por inalação: pode causar câncer no aparelho respiratório, dor de garganta, irritação do nariz, tosse, diminuição da frequência respiratória, irritação e sensibilização do trato respiratório. Pode, ainda, causar graves ferimentos nas vias respiratórias, levando ao edema pulmonar e à pneumonia, sendo fatal em altas concentrações;
por exposição crônica: a frequente ou prolongada exposição pode causar hipersensibilidade, levando às dermatites. O contato repetido ou prolongado pode causar reação alérgica, debilitação da visão e aumento do fígado.
Não à toa, o formol é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saude (OMS). Quando absorvido pelo organismo por inalação e, principalmente, pela exposição prolongada, apresenta como risco o aparecimento de câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça (ANVISA).

“Faço a progressiva desde que a novidade surgiu e nunca tive nenhuma reação. Se não tenho qualquer reação, qual o problema de continuar fazendo a progressiva, se ela deixa os cabelos lisos e bonitos?…”

Esta é, certamente, uma questão a respeito da qual muita gente se põe a pensar. E muitos, ainda, pertencem àquele grupo de pessoas que sempre acha que, com elas próprias, isto ou aquilo nunca acontecerá.

O fato é que, em se considerando somente a questão da “beleza” do cabelo, o que se tem, na verdade, é uma “ilusão” quanto ao resultado que a técnica apresenta. Em outras palavras, é como se fosse aplicada uma “maquiagem” nos fios, que, devido à “conservação” do formol (utilizado em biópsias, a fim de impedir a degradação de um corpo antes da análise), permanecem sob um determinado aspecto por cerca de quatro a dez semanas. E, tal qual a maquiagem, que pode ser utilizada para “disfarçar” determinadas imperfeições da pele que ninguém nota, sob a aparência dos cabelos “lisos, bonitos e brilhantes” escondem-se fios que estão prejudicados.

Para entender melhor o porquê disso, basta se ter em mente que, para realizar a progressiva, utiliza-se um xampu de limpeza profunda cuja função é abrir as escamas capilares, retirar os sais minerais e deixar o formol atuar, quebrando as cadeias e fibras internas dos fios, diminuindo, assim, o volume do cabelo. Portanto, o formol destrói as moléculas que formam o fio, criando uma capa que “encobre” os estragos internos. Sem flexibilidade, os fios se partem, e aquele aspecto de muitos fios mais curtos em torno da cabeça, que muitas clientes creem corresponderem aos “fios novos”, ao “cabelo que está crescendo”, é, na verdade, o cabelo danificado (que se partiu) com o excesso da química. Além disso, a oleosidade do couro cabeludo aumenta, pois esta “capa” não permite que o óleo natural dos cabelos escorra pelos fios. Assim, até mesmo aquele brilho que se verifica nos cabelos não deve ser assimilado como um indício de que eles estejam saudáveis: acontece que, junto ao formol, misturam-se também alguns hidratantes. Tais produtos dão a impressão de que as madeixas estariam hidratadas justamente em razão do brilho que deixam nos fios. Porém, aí também entra um raciocínio bastante lógico, que desmistifica a ideia de que a progressiva “hidrataria” os cabelos: como a progressiva poderia hidratar os cabelos, se ela sela o fio, impedindo até mesmo que a própria água possa ser absorvida por ele?…

Assim, se o próprio cabelo (para o qual a atuação da progressiva deveria contribuir) não é beneficiado pela técnica, que outra razão haveria para que ainda lhe fosse dada alguma continuidade?…

A atuação da progressiva no cabelo: entenda melhor a quebra das cadeias e das fibras internas dos fios

Conforme já publicamos anteriormente (“Você sabe como evitar a calvície?”), a principal substância encontrada no cabelo é a queratina, proteína responsável pelo seu crescimento e vitalidade.

Tecnicamente falando (embora de modo muito sucinto), a proteína é formada por aminoácidos. Estes, em suma, são os grandes responsáveis pela solidez e insolubilidade da queratina – que, por sua vez, mantém a sua estrutura modelada e fixa por meio de determinadas ligações químicas, dentre as quais as consideradas mais fortes são aquelas que se dão pelos átomos de enxofre ou dissulfeto.

O que acontece em relacao à progressiva e que, para modificar a forma das madeixas (de encaracoladas/cacheadas para lisas), é necessario que um certo numero de ligações de dissulfeto seja alterado.

Em contato com o alisante, as cuticulas do cabelo se abrem, e o formol forma uma espécie de “filme endurecedor” ao longo dos fios, impermeabilizando-os e mantendo-os rígidos e lisos.

Porém, uma vez que as ligações de enxofre são rompidas, o cabelo se debilita, podendo quebrar em decorrência de atos simples que, para ele, tornam-se “traumáticos”, como, por exemplo, o proprio fato de penteá-lo.

“Depois de fazer a progressiva, existe alguma maneira de desfazer os efeitos da química? O que a Tricosalus recomenda?”

Não existe uma fórmula para se desfazer a ação da progressiva: o que existem são maneiras de melhorar a aparência dos fios, por meio de tratamentos eficazes, como, por exemplo, pelo método que, na Tricosalus, recebeu o nome de “plástica capilar” – um processo capaz de nutrir profundamente os fios. Outra solução seria optar pelo corte das madeixas, eliminando aos poucos o comprimento dos fios até que eles cresçam completamente saudáveis.

Para saber mais a respeito deste procedimento exclusivo da Tricosalus, acesse o link do artigo “Plástica capilar: O que é? Para o que serve? E qual o seu tratamento exclusivo?” e agende a sua avaliação.

Escova inteligente, marroquina, de chocolate, de morango… “Como faço para saber se há ou não formol nos produtos?”

Diversos são os tipos de escova que surgiram após a progressiva e, sobretudo, depois da definitiva proibição do uso do formol. Muitos desses tipos, porém, por meio de um nome diferente, ainda continuam contendo o formol em quantidades irregulares, embora o cheiro dele seja inconfundível.

Fonte: TRICOSALUS